Ser missionário é algo que nasce de um encontro pessoal com Jesus, que nos mostra o rosto do Pai e nos impulsiona a deixar tudo para seguir o caminho da evangelização. É um chamado a ser radicado no Amor, a ir ao encontro dos mais pobres e abandonados, na esperança de poder expressar a mesma vida de Jesus, que passou fazendo o bem.
Essa é a missão da missionária médica que atualmente trabalha no Sudão do Sul. Seu serviço é realizado no hospital diocesano de Wau, onde trabalha principalmente na maternidade e no departamento de cirurgia e medicina geral e familiar, além de acompanhar o pessoal que trabalha com ela. Essa missão é um exemplo do chamado que todos nós recebemos para sermos missionários em nossas vidas cotidianas, em nossos lares, trabalhos e comunidades.
A possibilidade de partilhar a fé em um lugar caracterizado por uma grande diversidade de culturas é um dom, pois nos permite perceber que todos nós, como seres humanos, temos uma sede enorme de eternidade, uma sede enorme de Deus. Esse olhar dirigido ao alto de tantos povos de diferentes línguas e lugares é o ponto de partida da descoberta de uma fraternidade global que ultrapassa fronteiras e que nos faz ser interdependentes nesta peregrinação terrestre.
Como missionários, vivemos nossos obstáculos como irmãos e irmãs que cuidam e são cuidados. Nosso ser missionário é o que somos e cada dia, com a graça de Deus e com a nossa liberdade, deixamo-nos impregnar de toda essa realidade, colocando todo o nosso ser ao serviço do louvor do Deus de Jesus, que nos ama e se entrega a nós, chamando-nos à mesma oferta em cada tempo e lugar concreto.
¿E como o trabalho dos missionários impacta suas vidas pessoais? ¿E como as pessoas interessadas podem apoiar essas missões? O primeiro dom que se pode dar a um missionário ou missionária é a consciência de que fazemos parte da mesma família, e uma vez que encarnamos a mensagem do Evangelho, somos chamados à MISSÃO. Isso é um grande presente que alegra o coração de um missionário. Nesse sentido, nosso ser missão torna-se oração por todos aqueles aos quais não podemos ajudar diretamente e a oração torna-se compartilhamento de bens na medida da generosidade de cada coração. E, claro, se alguém puder dar um pouco mais, nossas casas “ad gentes” e “intergentes” estão disponíveis para o acolhimento e vida partilhada de todos os que se sintam chamados a fazê-lo.
Para aqueles que estão considerando se tornar missionários, o conselho é simples: se a mensagem de Jesus desperta um desejo de amor no coração, não se pode ficar quieto. Mova-se e dirija todas as forças e energias no sentido de buscar a concretização desse desejo. Se vem de Deus, certamente causa um potente enamoramento sobretudo dos nossos irmãos e irmãs.
Joana Carneiro, mc – Sudão do Sul
